R$ 30 milhões para cooperação internacional

Divulgada hoje a abertura de uma linha de crédito especial da FINEP no valor de até R$ 30 milhões para companhias ibero-americanas sediadas no país que desejarem cooperar com empresas brasileiras.

O anúncio foi feito pelo presidente Glauco Arbix durante a II Reunião do Comitê Ibero-Americano de Inovação, iniciativa multilateral que tem por finalidade promover a competitividade de empresas de 21 países, a partir da colaboração em projetos de P,D&I. Até o final deste segundo evento do Comitê, que acontece no Rio, está prevista a aprovação do plano de trabalho para 2012.

A Reunião também marca a apresentação de um sistema de plataformas tecnológicas de estímulo à cooperação para a escolha de temas que possam ser debatidos em eventos empresariais e ajudem efetivamente a viabilizar negócios. Para países como o Brasil, o Programa Ibero-Americano de Inovação ajudará na expansão e internacionalização das empresas. Em outros, contribuirá para a expansão e absorção de tecnologias para melhoria de produtos e processos pelo setor empresarial.

“É preciso que pensemos a inovação numa perspectiva global de integração entre países, agentes produtivos, ciência acadêmica e empresas”, disse Arbix. Durante o encontro, também houve a eleição do novo secretário-técnico do Programa Ibero-Americano de Inovação. O escolhido foi o engenheiro químico paraguaio Sergio Duarte, eleito para um mandato de três anos, que ficará lotado na FINEP.

“Ajudei a desenhar este programa e penso que a inovação pode catapultar a economia dos países envolvidos, sobretudo latino-americanos”, afirmou Duarte. Até o final da II Reunião do Comitê – comandado desde julho por Arbix – está prevista a aprovação do plano de trabalho para 2012.

O presidente lançou também um novo sistema virtual – portal mais uma rede social de relacionamento privada semelhante ao Facebook – destinado a estreitar o relacionamento entre empresas ibero-americanas interessadas em parcerias e novas oportunidades de negócio.

O Secretário-Geral Ibero-Americano, Enrique Iglesias, vem ao Rio apenas para participar do encerramento da Reunião. Além do presidente da FINEP, participaram da abertura do evento Juan Tomás Hernani, Secretário-Geral de Inovação da Espanha,  Miguel Del Val, Diretor Administrativo da Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB), organismo internacional que apoia a implementação do Programa, e Ronaldo Mota,  Secretário de Desenvolvimento e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), entre outras autoridades.

Foram convidados, ainda, representantes dos Sistemas de Ciência, Tecnologia e Inovação de países que integram o Programa: Argentina, Brasil, El Salvador, Espanha, Paraguai, Peru, Portugal e Uruguai, entre outros.

Quase todos os governos envolvidos deverão contribuir financeiramente para o Programa. A Espanha foi a primeira a aprovar um aporte de 500 mil euros. No caso do Brasil, a contribuição não será financeira, mas baseada na prestação de serviços e alocação de pessoal para conduzir o programa.

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I Congresso Brasileiro de Prospecção Tecnológica acontecerá em Salvador

O I Congresso Brasileiro de Prospecção Tecnológica acontecerá no Hotel Fiesta em Salvador – BA e contará com cursos do INPI entre outros.


A primeira edição do Congresso Brasileiro de Prospecção Tecnológica (PROSPECT&I), que acontecerá no período de 21 a 25 de novembro, em Salvador (BA),  é  fruto do desempenho da Rede NIT-NE e tem como objetivo melhorar a qualidade da proteção da Propriedade Intelectual, evitando que patentes, softwares, entre outros, sejam engavetados, transferindo-os para a sociedade, gerando Produto Interno Bruto (PIB) e melhorando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)


A organização é dos Coordenadores dos Núcleos de Inovação Tecnológica do Nordeste (Rede NIT – NE) que, em 2005 reuniu as instituições: UFBA, UFS, CEFET-BA, UFERSA, UFMA, CEFET-MA, UEFS, SENAI-BA, CEFET-PI, CEFET-PB, UFPB, CEFET-PET, UNIVASF, CEFET- SE, UFRB, IFPE, CEFET-AL, UNEB, UESC, IFCE, UFPI e UFRN, com intuito de oferecer treinamento e auxiliar a comunidade acadêmica ou civil na prestação de serviços como apoio no desenvolvimento tecnológico, transferência de tecnologia, elaboração de patentes, avaliação de contratos.


O Congresso contará com ampla programação de palestras, sessões paralelas, curso ministrado pelo INPI, além de mesas temáticas que abordarão temas como “Uso da Prospecção Tecnológica pelos NITs do Brasil, no Setor Empresarial e no Setor Governamental”. 

Estima-se que 400 pessoas, entre gestores e representantes de Núcleos de Inovação Tecnológica, órgãos governamentais e empresas, além de especialistas no tema, participem do evento realizado no Hotel Fiesta em Salvador – BA.


Mais informações : http://www.redenit-ne.net/home_1.html


Confira a Programação aqui.

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Prorrogadas inscrições do Prêmio Inovar

Foi prorrogado o período de inscrições da terceira edição do Prêmio INOVAR. Agora os interessados têm até 21 de outubro para participar. Criada em 2009, a iniciativa é mais uma ação de estímulo à promoção da excelência na gestão de fundos de venture capital no Brasil por intermédio do INOVAR. A partir deste ano, o Prêmio INOVAR se insere como uma categoria especial do Prêmio FINEP de Inovação.

“O INOVAR ajudou a consolidar a indústria de Venture Capital no Brasil. O Prêmio é mais uma das ações que mobiliza investidores, gestores e empreendedores em torno da inovação”, disse o diretor de Administração e Finanças, Fernando Ribeiro.

Os candidatos devem preencher um formulário disponível no  site do Prêmio.  A entrega do Prêmio INOVAR está marcada para o dia 10 de novembro.

São três as categorias: Governança, Equipe e Operação. Estão aptas a participar empresas gestoras de fundos, constituídos, no mínimo, há dois anos, segundo as instruções CVM 209 ou 391, e que sejam não-proprietários e não-exclusivos, ou seja, fundos que não possuam mais de 50% das cotas pertencentes a um único investidor e que tenham em seu regulamento a obrigatoriedade de investir em mais de uma empresa.

As firmas gestoras poderão realizar mais de uma inscrição na categoria Equipe, para diferentes fundos em atividade, e na categoria Operação, para diferentes operações de investimento e desinvestimento em uma empresa, realizadas por um mesmo fundo ou por fundos diversos.

Para a categoria Governança, somente será aceita uma inscrição por firma gestora. Em todo caso, existe a necessidade de envio de arquivos individuais para cada inscrição. Serão aceitas no máximo três propostas de uma mesma firma gestora, na mesma categoria ou não.

Participaram do lançamento Clovis Meurer, vice-presidente da ABVCAP (Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital), Wanderley Rezende, gerente de investimentos estratégicos da Previ, e Alberto Camões, sócio da Stratus Investimentos, além de outros representantes da indústria de Venture Capital no Brasil.

Luciano Schweizer, especialista do Fundo Multilateral de Investimento do BID (FUMIN) - patrocinador da iniciativa - não conseguiu estar presente, mas deixou gravado seu depoimento. “A excelência do trabalho realizado pelo INOVAR e pela FINEP na área de Venture Capital desde o ano 2000 atesta a qualidade dessa premiação”, afirmou.

O Prêmio é realizado com o apoio institucional dos Investidores INOVAR e da ABVCAP. A comissão organizadora do Prêmio INOVAR 2011 realizará  uma pré-qualificação de todas as propostas inscritas, com caráter eliminatório. Serão verificados o envio correto do arquivo e as respostas completas a todas as perguntas do questionário de inscrição, bem como o atendimento às condições de participação.

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Déficit tecnológico da indústria brasileira ficou em US$ 50 bilhões no primeiro semestre de 2011

O déficit tecnológico da indústria brasileira ficou em US$ 50 bilhões no primeiro semestre de 2011, valor 33% superior ao do mesmo período de 2010.

Nos últimos quatro anos, o avanço total foi de 82%. A previsão é de que o indicador ultrapasse a cifra dos US$ 100 bilhões até o fim do ano, podendo chegar aos US$ 120 bilhões.

Aanálise detalhada do saldo comercial mostra que os grupos industriais de alta e média-alta tecnologia se mantém negativos nos seis primeiros meses do ano, atingindo déficits de US$ 14,8 bilhões e de US$ 23,8 bilhões, respectivamente. Abalança comercial foi sustentada no período pelos produtos de baixa tecnologia e produtos não industriais, que continuam com superávits crescentes. O primeiro grupo registrou, no semestre, saldo de US$ 19,5 bilhões (10% superior ao mesmo período de 2010) e o segundo, US$ 31,5 bilhões (55% se comparado aos primeiros seis meses do ano passado).

As  três  contas  de  serviços  que  compõem  o  déficit  tecnológico acumularam,  no  primeiro  semestre  de  2011,  saldo  de  US$  11,2  bilhões negativos. A conta de aluguel de equipamentos foi a principal responsável pelo resultado,  com  déficit  de  US$  7,8  bilhões,  devido  especialmente  aos investimentos no pré-sal e no setor de minérios.


A edição do Monitor do Déficit Tecnológico , que pode ser acessada na sua íntegra através do link http://www.deficitometrotecnologico.org.br/monitor-dt.aspx, apresenta, ainda, estudo da evolução dos preços de 18 commodities.

Fonte : Protec

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Inovação no BRIC: como anda o Brasil?

Especialistas fazem comparação sobre a situação dos países da sigla

Ao analisar a inovação das economias dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), nos últimos 20 anos, especialistas observam que o Brasil e a Rússia possuem modelo de evolução econômica mais semelhante aos países desenvolvidos, com expressivo e crescente peso no setor de serviços e decréscimo de ênfase no setor industrial. Para alguns profissionais, é muito difícil comparar avanços na área de inovação no Brasil em relação aos outros países emergentes desta sigla.

“China e Índia, no entanto, possuem maior ênfase, nesse período de 20 anos, em seus respectivos processos de industrialização. Esse e outros fatores associados têm ajudado essas economias a crescerem a taxas superiores às brasileiras, no período”, avalia Leonel Cezar Rodrigues, PhD em Administração pela Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, e professor do Doutorado em Administração da Uninove.

Na análise de Rodrigues, o potencial de inovação do Brasil como país membro do BRIC é indeterminado, mas certamente deverá manter sua importância relativa, pelo menos a médio prazo, principalmente pelo crescimento do PIB brasileiro (Produto Interno Bruto) no contexto mundial – já é a sétima economia.

“Por outro lado, as taxas de investimentos internos no desenvolvimento da economia brasileira (aproximadamente 16% a 17%, que advêm das taxas de formação de capital bruto), em comparação com cerca de 30% da Índia e cerca de 40% da China, indicam que vamos ter um problema”, afirma o PhD em Administração.

Guto Grieco, coordenador do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), tem uma análise crítica ao ser questionado sobre o processo de inovação brasileira dentro da sigla. “Falar em inovação no BRIC, como um conjunto, é quase que ‘forçar a barra’. Em inovação, não há uma unidade ou modelo comum entre estes países, que estão em fases distintas de inovação por conta de questões institucionais que diferem devido aos seus regimes políticos”, afirma.

De acordo com ele, a China tem uma política de inovação diferente por priorizar algumas áreas para investir. Quando uma empresa chinesa se torna especialista em algo, consegue produzir em grande escala, a preço menor e focando nos resultados a longo prazo. Desta forma, fica difícil para as outras empresas do BRIC entrarem nesta competição.

“Os brasileiros se consideram muito criativos e inovadores, mas o que mede a inovação de um país tecnicamente? Uma das maneiras é por meio do número de patentes depositadas. Hoje, no BRIC, a China tem um número de patentes muito grande. E, no Brasil, falar em número de patentes é algo que precisa melhorar muito, como estimular muito mais a questão da propriedade intelectual. Qual a isenção de impostos para quem deposita patente? Quais são os benefícios tributários para pesquisadores?”, afirma Grieco.

O especialista lembra que foram feitos investimentos no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), mas esta autarquia federal ainda precisa de recursos e de pessoas. Enquanto que, em outros países, uma análise de patente pode demorar meses, no Brasil, pode demandar o mesmo número, mas de anos.

Realidade

Conforme Grieco, todos os equipamentos eletrônicos dependem de semicondutores. No Brasil, os eletrônicos são montados, mas praticamente não são produzidos mais semicondutores. “Por incrível que pareça, já tivemos fábricas de semicondutores que foram embora. Inovar é fazer algo novo que gere valor. Algo melhor ou mais barato. No Brasil, dá para fazer algo mais barato? Temos o problema tributário, os impostos são altos e a questão da mão de obra qualificada, que é escassa e muito cara. Sobre a logística deste país continental, temos muitas limitações de infraestrutura. O governo tem alguns incentivos à inovação, mas são iniciativas que têm que crescer muito”, destaca.

Existe a lei no Brasil de que o menor de 16 anos não pode trabalhar. Todos os dias, Grieco lembra que são vistos menores nos semáforos. “Essas crianças que não estudam, amanhã, não terão capacidades técnicas. O que estamos fazendo?”, questiona o professor.

A China é acusada de copiar muitas coisas, mas, de acordo com ele, quando se copia e reduz o custo, houve uma inovação. “O grande problema é quando a qualidade e a propriedade intelectual não são respeitadas. Para inovar, são necessários muitos recursos? Não necessariamente. Na Índia, por exemplo, houve o desenvolvimento da cirurgia de catarata a preços mais baixos. E os americanos foram aprender isso com os indianos”, exemplifica o coordenador do Centro de Inovação da ESPM.

Em outros países, existe muito mais agilidade para adequar a legislação às inovações. “No Brasil, muitas vezes, as inovações não podem ocorrer, pois ferem a lei que está atrasada. As leis não estão adequadas a modelos de negócios mais inovadores”, conclui Grieco.

O fato é que o Brasil, Rússia, China e Índia possuem interesses e políticas de crescimento diversificados, não congruentes. Daí, talvez o motivo de não se alinharem simplesmente como um bloco de força econômica e com correspondente poder político. “O que coloca esses países num patamar acima de simples emergentes é seu potencial econômico determinado pelas suas capacidades agrícolas, industriais e de serviços”, explica Leonel Rodrigues.

De acordo com ele, se olhar, porém, o direcionamento do crescimento econômico desses países, pode-se observar que a China focou o seu crescimento para a exportação, baseada em domínio tecnológico, e obteve o crescimento mais expressivo entre os quatro países. A Índia teve uma orientação próxima à China, focada para o desenvolvimento industrial, mas ainda possuía muitos entraves tarifários e controle estatal, que tomaram sua atenção durante muito tempo nessas duas últimas décadas.

“O Brasil ainda não conseguiu se libertar das barreiras não-tarifárias que se opõem aos seus esforços de exportação e continua enfrentando o problema de redução das tarifas internas, mas a meu ver não tem conseguido criar uma alavanca orientadora, como a China, para tornar seus produtos industrializados mais competitivos”, afirma o professor do Doutorado em Administração da Uninove.

Veja ainda na matéria Inovação no BRIC: é preciso aumentar o poder de exportação a opinião de especialistas sobre como as exportações também impactam o processo de inovação.

Link Original : http://www.hsm.com.br/artigos/inovacao-no-bric-como-anda-o-brasil

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Brasil assume liderança do Programa Ibero-Americano de Inovação

O presidente da FINEP, Glauco Arbix, foi eleito por unanimidade presidente do novo Programa Ibero-Americano de Inovação, iniciativa multilateral que promete mudar o panorama da tecnologia na região. A escolha aconteceu na 1ª Reunião do Comitê Intergovernamental, realizada no último dia 15 de julho, em Madri (Espanha), que contou com a participação de representantes de Argentina, Brasil, Bolívia, El Salvador, Espanha, Portugal Nicarágua, México, Panamá, Paraguai, Uruguai e Peru. Também está definido que a FINEP será sede da Secretaria Executiva do Programa nos próximos três anos.

A próxima reunião, que prevê o estímulo à atuação colaborativa entre empresas dos países membros em projetos de inovação tecnológica, já está agendada para os dias 3 e 4 de novembro, na sede da FINEP, no Rio de Janeiro. Neste encontro, será aprovado o plano de ação e escolhido o nome do secretário-executivo, que não pode ser do país sede. Os candidatos serão selecionados por um Comitê de Busca Internacional formado por representantes da SEGIB – Secretaria Geral Ibero-Americana, para um mandato de um ano, prorrogável por mais dois.

“A ideia é intensificar a cooperação de pequenas e médias empresas”, afirma Glauco Arbix. Segundo ele, todos os países envolvidos deverão contribuir financeiramente para o Programa. A Espanha foi a primeira a aprovar um aporte de 500 mil euros. No caso do Brasil, a contribuição não será financeira, mas baseada na prestação de serviços e alocação de pessoal para conduzir o programa.

Na reunião em Madri também foram aprovadas outras medidas para intensificar esta cooperação entre empresas. Uma delas prevê a criação de um portal da inovação Ibero-Americana – uma espécie de Facebook – com o objetivo de estreitar o relacionamento entre empresas interessadas na busca de parcerias e em novas oportunidades de negócio. Também está em estudo o lançamento de um edital de cerca de R$ 10 milhões para apoiar a inovação entre empresas que já estejam em processo de cooperação.

Será criado ainda um sistema de plataformas tecnológicas de estímulo à cooperação para a escolha de temas que possam ser debatidos em eventos empresariais e ajudem efetivamente a viabilizar negócios. Segundo Arbix, para países como o Brasil, o Programa ajudará na expansão e internacionalização das empresas. Em outros, contribuirá para a expansão e absorção de tecnologias para melhoria de produtos e processos pelo setor empresarial. 

 

Fonte : FINEP

http://www.finep.gov.br/imprensa/noticia.asp?cod_noticia=2614

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Embalagem como fator essencial na inovação

Diretora-executiva da Associação Brasileira de Embalagens aborda os cuidados com a embalagem na hora de inovar


Por Lorena Vicini- Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Quando se fala de inovação de produto, a primeira coisa que o consumidor pensa é em como ela se materializa visualmente. Em outras palavras, na embalagem. A importância de que essa mudança seja comunicada ao cliente por meio da aparência do produto é fundamental. Luciana Pellegrino, diretora-executiva da Associação Brasileira de Embalagens(ABRE), fez um bate-papo com a reportagem de Pequenas Empresas & Grandes Negócios e ressaltou pontos pelos quais a empresa deve zelar em relação à embalagem no processo de inovação do produto. Confira!


1) Em que medida a embalagem se tornou hoje um fator essencial na inovação de um produto?
A embalagem é um elemento essencial na inovação. Tem um elemento principal, que é a informação, é por meio dela que o cliente vai saber que o produto teve uma inovação, uma mudança. Em segundo lugar, vem a divulgação. Hoje em dia nem 10% dos produtos que encontramos no supermercado são divulgados na mídia, a embalagem é a chance que eles têm de convencer o consumidor. Hoje a busca é por produtos que atendam necessidades específicas e as embalagens devem se adequar às características de cada nicho de consumidor. Um exemplo disso são os produtos de ocasião de consumo, um isotônico, por exemplo, ou ainda os produtos on the go, para serem consumidos ao longo do deslocamento. Se o design, a estrutura e a funcionalidade da embalagem não colaborar, esses produtos deixam de ser consumidos, pois perdem suas funções.


2) Se o empresário muda o produto, necessariamente deve mudar a embalagem? Que cuidados o empresário deve tomar ao longo dessa mudança?
Sempre deve constar a chamada para a mudança do produto, mesmo que seja discreta. Normalmente uma inovação no produto é fruto de pesquisa, e pesquisa normalmente custa dinheiro. Por isso é importante que o empresário comunique essa mudança ao cliente, para ter um retorno. Mas é imprescindível que a identidade visual do produto seja mantida, mesmo com a informação que comunica a mudança. Pesquisas mostram que os clientes dedicam entre 2 a 3 segundos de olhar para cada produto no supermercado. É importante que se a identidade visual do seu produto é amarela, ela continue sendo amarela, para que o consumidor possa bater e olho e reconhecer o seu produto.


Matéria completa em :

http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI240432-18478,00-A+CARA+DA+INOVACAO.html

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Capitais nordestinas recebem seminários de inovação

Da Agência Sebrae de Notícias

 

A BRAIN (Brasil Inovação), em parceria com a Inventta, realiza nos dias 26, 27 e 28 de abril, em Recife, Fortaleza e Salvador, respectivamente, o seminário Financiamento à Inovação. O evento tem a proposta de disseminar e esclarecer possíveis dúvidas não apenas das empresas que promovem pesquisa em inovação tecnológica, mas também das que têm interesse em iniciar investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

 

De acordo com estimativas do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), menos de 10% do total das empresas que realizam atividades de P&D no país estão usufruindo dos benefícios da Lei do Bem (A Lei nº 11.196, de 2005), o que significa que ainda há necessidade de maior divulgação de tais benefícios e melhor preparação por parte das empresas.

 

No relatório publicado pelo MCT no final de 2010, referente ao ano de 2009, a maior parte das empresas beneficiadas está no Sul (198) e Sudeste (312), como já vinha ocorrendo nos anos anteriores.

 

Seminário Financiamento à Inovação:

 

Recife
Data: 26 de abril de 2011
Horário: 09h às 12h
Local: Hotel Atlante Plaza

Fortaleza
Data: 27 de abril de 2011
Horário: 09h às 12h
Local: Blue Tree Premium Fortaleza

Salvador
Data: 28 de abril de 2011
Horário: 09h às 12h
Local: Centro de Convenções do Hotel Fiesta

 

Inscrições e Informações: +55 71 3353-3563/ brain@brasilinovacao.com.br
www.brasilinovacao.com.br

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Industriais propõem novo marco legal para inovação

O aprimoramento do marco legal da inovação foi o tema central da reunião da MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação), realizada em 8 de abril, sob a coordenação do presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade. Durante o encontro, foram discutidas também medidas para a atração ao Brasil de centro de pesquisa e desenvolvimento e ações de apoio à etapa pré-competitiva da inovação.

A reunião da MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação) reuniu, no escritório da CNI em São Paulo, executivos de empresas e autoridades, como o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, o presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), do Ministério de Ciência e Tecnologia, Glauco Arbix, e o presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Maurício Borges.

Em nome da MEI, o presidente da CNI entregou às autoridades estudo com dez propostas de aprimoramento do marco Legal da Inovação, na sua maior parte mudanças que seriam feitas na Lei de Incentivo à Inovação (Lei do Bem, de 2005). Andrade destacou que a inovação é um dos 12 pilares da agenda da competitividade da indústria nacional. “Entregamos essas sugestões destacando o sentimento de urgência que deve reger a  implementação dessa agenda”, disse Andrade.

O presidente do BNDES elogiou a profundidade e abrangência do estudo apresentado, durante a reunião, pelo presidente do Grupo Ultra, Pedro Wongtschowski. Observou que as propostas nele contidas são convergentes com a segunda fase da Política de Desenvolvimento Produtivo que o governo está elaborando atualmente e concordou com a manifestação do presidente da CNI. “No campo da competitividade estamos andando de velocípede, enquanto tem gente andando de Fórmula Um”, afirmou Luciano Coutinho.

O secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia, Luiz Elias, disse que a mudança do marco regulatório da inovação será uma grande contribuição para o governo.  O presidente da Finep  afirmou que o estudo “vai alterar o metabolismo do debate em torno da inovação entre empresários e governo”.

Propostas – Entre as propostas dos industriais, está a extensão do benefício da Lei do Bem às empresas que operam pelo regime de lucro presumido e àquelas que optam pelo Simples Nacional. Hoje, os incentivos fiscais previstos na lei contemplam somente as empresas em regime de lucro real. Isso restringe o acesso ao benefício que, em 2009, contemplou pouco mais de 540 companhias.

Outra sugestão apresentada ao governo é a redução do caráter cíclico das renúncias fiscais. Isso porque hoje só é possível deduzir do Imposto de Renda  o valor dos investimentos no ano em que ele é realizado. Com isso, a empresa perde o benefício se tiver prejuízo naquele ano. Os industriais também pedem para utilizar o benefício fiscal da Lei do Bem nas atividades de pesquisa e desenvolvimento realizadas por empresas contratadas, o chamado P&D externo.

Durante a reunião da MEI, os executivos discutiram a melhoria dos instrumentos de apoio à etapa pré-competitiva da inovação. Essa fase,  considerada uma das mais caras e arriscadas do processo de inovação,  corresponde ao período em que o produto novo sai do laboratório para ganhar escala de mercado.

A atração de centros de P&D ao Brasil também é um pedido dos industriais. Entre as propostas está a ampliação do uso de subvenção econômica não-reembolsável e a criação de políticas específicas para redução do custo de recursos humanos na área.

Fonte : http://www.dgabc.com.br/News/5878085/industriais-propoem-novo-marco-legal-para-inovacao.aspx
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Seminário Nacional de Inovação e Criatividade

O Seminário Nacional de Inovação e Criatividade tem como objetivo envolver conceitos e estudos de casos nos temas:

inovação;

criatividade;

inovação e competitividade;

inovação e liderança;

gestão estratégica da inovação tecnológica e

gestão de projetos de inovação.

Data de Realização: 06 e 07 de abril de 2011

Local : Belo Horizonte

Mais Informações : CLIQUE AQUI

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