por Marcos Kahtalian
O que não quer dizer que não fazemos previsões, pesquisas, projeções. Tudo muito fundamental. Mas a centelha de gênio é aquela em que apostamos ainda num mar nunca antes navegado.
Descobrimos (descobrimos?) o Post-it, o Walkman, o Iphone, o Windows, o Twittter entre outros produtos que nasceram quase como brincadeiras, com baixíssima perspectiva de sobrevida.
Quem numa pesquisa pode dizer que deseja um produto que nunca viu? Inovação radical é aquilo que até ser feito ninguém podia imaginar, e então depois de existente, passa a ser quase óbvio.
Como não havíamos pensado nisso antes? Estava na cara… muitos produtos e idéias inovadoras nasceram assim, da simples observação e da associação criativa de idéias.
Por exemplo, a metalúrgica Rojek, de São Paulo, observando a dificuldade de abrir as latas de conservas, criou e patenteou o seu sistema abre fácil, com fecho à vácuo e uma lingüeta de plástico – hoje presente em quase todas as marcas.
Outras vezes a inovação ocorre nos próprios ciclos de vida do produto. O caso da havaianas é um exemplo disso.
E, muitas vezes, a inovação vem de onde menos se espera, de onde sequer poderíamos suspeitar que nosso negócio estaria ameaçado: como a Kodak poderia prever que celulares seriam como câmeras fotográficas?
Como a inovação desestrutura um modelo de pensamento, raramente conseguimos detectá-la pelos métodos tradicionais.
Ao invés da pesquisa clássica, que tal fazer a escuta criativa e a observação poética e atenta? O caminho para a inovação consiste nessa persistente busca do novo, feita de tentativas, erros, acasos, e, como todo empreendedor sabe – muita perseverança.
Fonte : SEBRAE-PR
Popularity: 1%
Notícias Relacionadas:













Onde Encontrar
Created by Philip Norton