O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, exortou o empresariado brasileiro a investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de produtos, de forma a ampliar as competências do Brasil em áreas de alta tecnologia.
Segundo o executivo, no horizonte de quatro anos o governo pretende elevar o porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) investido em inovação do nível atual de 1,1% para 2% - uma marca que se aproximaria da média das nações desenvolvidas, de 2,5%.
“Vamos fazer um esforço de diálogo com empresas, estimulando que elas se lancem em projetos de pesquisa e desenvolvimento de maior alcance”, garantiu Coutinho
O objetivo traçado pelo executivo é dobrar o que chamou de “esforço privado” na área. “Hoje o esforço privado é de 0,5%, e passaria para 1%. Nosso objetivo é chegar a 2% do PIB, que ainda fica abaixo da média dos países desenvolvidos, mas significaria um avanço muito grande”.
Com base nas projeções de PIB de US$ 1,5 trilhão em 2010, Coutinho espera que os investimentos na área cheguem a US$ 3 bilhões por ano – ou US$ 12 bilhões no quatriênio.
Essa meta será alcançada, afirma, com o trabalho conjunto entre o governo e organizações como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e federações estaduais. “O Brasil precisa fazer um esforço forte de modernização e de mobilização do setor privado”.
As declarações de Coutinho sobre o tema despertaram o interesse dos demais participantes do II Fórum Econômico América Latina-Caribe. Enquanto ministros de Economia e especialistas da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) elogiavam a preocupação brasileira, empresários partiram para a ação. Ao término de sua palestra no evento, o presidente do BNDES foi cercado por executivos, interessados pelas possibilidades de investimentos.
Fonte : Agência Estado, publicado no site da PROTEC
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#1 by @fprudente on 09/02/2010 - 17:28
Acredito que isso demonstra que "registro de patentes" não pode ser usado como "indicador de atividades de inovação".
Há muito tempo, o registro de patentes tornou-se um processo meramente burocrático, onde empresas acumulam, em tempos de vacas gordas, patentes sobre conceitos abstratos, sem qualquer associação concreta com um produto ou serviço. Esse portfólio de patentes não serve para proteger a propriedade intelectual da empresa (já que não se relacionam com seu portfólio de produtos e serviços) – serve apenas para ameaçar juridicamente produtos e serviços de empresas concorrentes, ou para se defender desse tipo de ameaça, num jogo de Guerra Fria, do tipo: "se você me processar por tais patentes, eu te processo com essas outras…"
Em tempos de vacas magras, essas mesmas empresas estão preocupadas com algo mais importante: sua sobrevivência. É nesse cenário que elas são mais inventivas, mais inovadoras – e não têm tempo a perder com essa guerrinha de patentes.
#2 by @fprudente on 09/02/2010 - 17:28
Acredito que isso demonstra que "registro de patentes" não pode ser usado como "indicador de atividades de inovação".
Há muito tempo, o registro de patentes tornou-se um processo meramente burocrático, onde empresas acumulam, em tempos de vacas gordas, patentes sobre conceitos abstratos, sem qualquer associação concreta com um produto ou serviço. Esse portfólio de patentes não serve para proteger a propriedade intelectual da empresa (já que não se relacionam com seu portfólio de produtos e serviços) – serve apenas para ameaçar juridicamente produtos e serviços de empresas concorrentes, ou para se defender desse tipo de ameaça, num jogo de Guerra Fria, do tipo: "se você me processar por tais patentes, eu te processo com essas outras…"
Em tempos de vacas magras, essas mesmas empresas estão preocupadas com algo mais importante: sua sobrevivência. É nesse cenário que elas são mais inventivas, mais inovadoras – e não têm tempo a perder com essa guerrinha de patentes.