Tag Archive | "BRICS"

“Inovações Reversas”: Uma Saída Para o Brasil?

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,


por Irani Cavagnoli


É possível que as inovações mais importantes do futuro sejam aprovadas em primeiro lugar no mundo em desenvolvimento? Em um recente artigo da Harvard Business Review Jeff Immelt,  ex-CEO  da General Electric (GE) e o Professor   Vijay Govindarajan argumentam que este fenômeno, a “inovação reversa”, será cada vez mais comum.

Durante décadas empresas transnacionais venderam seus produtos e serviços,  a partir dos países desenvolvidos para os mercados emergentes (“glocalização”). Agora, para se anteciparem  aos gigantes emergentes (BRICs),  tentam o inverso (“inovação reversa”).

Este processo é denominado “inovação reversa”, porque é o oposto da abordagem da “glocalizacão”.Com a “glocalização”, as empresas  desenvolvem   produtos no quartel-general  de seus países de origem e depois os distribuem  no mundo inteiro, com algumas adaptações às condições locais.

Ela permite que as transnacionais possam  fazer um  “trade-offs” ideal entre a escala global, crucial para minimizar os custos,  e as customizações locais necessárias para maximizar a participação no mercado.

Segundo o Professor Vijay Govindarajan, autor do termo “inovação reversa”,  ela é simplesmente uma inovação que possa ser aprovada, em primeiro lugar, em algum país emergente. É assim chamada porque, historicamente, quase todas as inovações foram adotadas primeiro nos países desenvolvidos.

“Glocalização” é um termo que foi inventado a fim de enfatizar que a globalização bem sucedida de um produto, é mais provável quando ele é adaptado especificamente para cada localidade ou cultura. Combina a palavra globalização com localização. O termo clássico para a globalização, em termos de preparação do produto para comercialização internacional, é a internacionalização.


A seguir cito alguns exemplos desse novo modelo de inovação:

  • A Nokia está testando novos modelos de negócios desenvolvidos especificamente para os anúncios classificados no Quênia e  também criou novas funcionalidades para os telefones vendidos nos  Estados Unidos, com base em observações de como os telefones são compartilhados em Gana.
  • A Microsoft está criando novos serviços (app) para  telefones celulares comuns que permitem aos usuários, utilizar os dispositivos exclusivos  dos smartphones para acessar sites como Twitter, Facebook. Criada para os mercados da Índia e da África do Sul,  apresentam um potencial surpreendente para estas aplicações como uma plataforma de baixo custo para “cloud computing”. : serviços de computação em nuvem que fornecem aplicativos de negócios acessados a partir de um navegador, enquanto o software e os dados são armazenados nos servidores).
  • A General Electric (GE) agora está vendendo um eletrocardiógrafo ultra- portátil nos Estados Unidos  com uma redução de preço de 80% em relação aos  produtos similares. A máquina foi originalmente construída pela GE Healthcare, para os médicos na Índia e na China.
  • A Tata Motors (Índia) planeja vender uma versão atualizada do Tata Nano em mercados ocidentais, ele é chamado Tata Europa.
  • Procter & Gamble descobriu que um remédio a base de mel criado para o México,  também tem um mercado rentável na Europa e nos Estados Unidos.
  • A Nestle aprendeu que poderia vender seu macarrão seco de  baixo custo e teor de gordura, originalmente criado para a Índia rural, lançando   o mesmo produto como uma alternativa saudável na Austrália e na Nova Zelândia.
  • No Brasil, a Nestle desenvolveu um novo modelo de negócio (Nestlé Até Você) voltado para a classe D. Segundo a revista Exame, esse segmento  concentra 45 milhões de brasileiros, o equivalente a quase 25% da população do país. Sua importância para o mercado está na massa de renda que reúne: 256 bilhões de reais por ano, ou 20% do consumo total. Essa fatia já supera a da classe A, detentora de 16% da renda.

Os mercados emergentes, como Brasil, China, Índia e Rússia são os maiores mercados de massa do mundo. Juntos geram metade do PIB mundial e mais de 40% das exportações mundiais. No entanto, os clientes desses novos mercados de massa são fundamentalmente diferentes daqueles em mercados desenvolvidos.

Basta comparar  o rendimento médio per capita (segundo FMI: 2008), nos Estados Unidos (US$ 47.440) x Brasil (US$ 10.466) x Índia (US$ 2.780) x Rússia (US$15.948) Os mercados emergentes são um paradoxo: Eles são mega-mercados com micro-clientes. A glocalização significa que as empresas transnacionais visam apenas o topo da pirâmide nestes mercados, os 10% mais ricos, afirma Govindarajan.

Mas o potencial real está em desbravar os outros 90%. Adaptar produtos globais, criados para os clientes localizados nos países ricos, para os BRICs simplesmente não vai funcionar para capturar as potenciais oportunidades desses países. Inovação Reversa é a chave.

Agora é o momento das empresas localizadas no Brasil praticarem inovações reversas,  visando o desenvolvimento de produtos e o seu posicionamento no mercado de massa mundial, incluindo o nosso. (base da pirâmide social = 2/3 da população mundial).

Popularity: 1%

Sistemas de inovação serão avaliados no seminário THE BRICS EXPERIENCE

Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,


A rede de pesquisas GLOBELICS (The Global Network for the Economics of Learning, Innovation and Capability-building Systems) e cinco grupos de pesquisadores a ela associados no Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul iniciaram em 2005, um grande estudo comparativo dos Sistemas Nacionais de Inovação destes países (BRICS).

O projeto BRICS tem como objetivo principal a análise comparativa das diferentes trajetórias e estratégias de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, a partir da perspectiva de Sistemas de Inovação. Em sua dimensão internacional, o projeto tem contado com apoio de instituições como o International Development Research Council do Canadá e a União Européia. No Brasil, o MCT, a Finep, o BNDES e o CGEE tem dado importante suporte à pesquisa.

THE BRICS EXPERIENCE

Como parte do Projeto BRICS está sendo organizado um Seminário Internacional, no Auditório Reginaldo Treiger do BNDES, Rio de Janeiro , de 16 a 17 de Novembro.

O objetivo principal do seminário é apresentar e discutir os resultados da pesquisa no período 2007-2009

Serão tratados:

  • A importância do financiamento nos respectivos sistemas de inovação nacionais.
  • O papel do Estado na evolução e dinâmica dos SIN ( Sistemas Nacionais de Inovação )
  • Pequenas e médias empresas nos SIN
  • P&D das empresas transnacionais
  • Impactos da desigualdade nos SIN
  • Os impactos da crise nos sistemas nacionais de inovação dos BRICS
  • Os principais desafios atuais para os respectivos sistemas nacionais de inovação, em especial as questões ligadas à sustentabilidade e às inovações voltadas aos mercados internos dos BRICS.

Mais informações : CLIQUE AQUI

Popularity: 1%

Translate

CITAÇÕES

A maneira de ajudar os outros é provar-lhes que eles são capazes de pensar. ( D. Helder Câmara )

Pesquise

Pesquisa personalizada
Adicionar aos Favoritos BlogBlogs
More followers
Adicione no Technorati Favorites!
4shared.com - Free file sharing and storage
Firefox

Publicidade

Recentes

innovatio
Easy AdSense by Unreal
UA-3721770-8