Tag Archive | "ensino"

100.000 Crianças infectadas na Índia

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Inovar é processo e, como tal, precisa ser ensinado. Mas como fazê-lo sem cair nos erros habituais cometidos pelos nossos sistemas educacionais ?

O texto abaixo, de autoria do Prof. Fábio Prudente , aliado ao vídeo que o mesmo ajudou a traduzir para o Português, nos mostra um “norte”, um caminho.

Educar não é apenas “ensinar”, no sentido de transferir conhecimentos do professor – aquele que tudo sabe – para o aluno – aquele que nada sabe. Educar é, essencialmente, transformar.

O verdadeiro processo de educação – fenômeno muito raro – é capaz de transformar alunos, professores, escolas, cidades… nações… Quando realizado da forma correta, torna-se um processo contagioso, infeccioso… muitas vezes, perigoso – talvez por isso mesmo, tão raro.

Kiran Bir Sethi foi infectada quando tinha 17, e decidiu que deveria infectar todos os jovens em seu país.

No vídeo abaixo(*), ela mostra como sua revolucionária Escola Riverside, na India, ensina às crianças a lição mais valiosa da vida: “Eu posso”. Observe seus estudantes tomarem problemas locais em suas próprias mãos, liderarem outros jovens e mesmo educarem seus pais.

Cuidado! – ao final desta palestra, você também estará infectado.

(clique em view subtitles para selecionar legendas em Português)

(*) TEDIndia 2009

Saiba mais:

Convido nossos leitores a ganhar um pouco do seu tempo lendo, do mesmo autor, o texto Sobre pseudociências e pseudocientistas


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Computador e internet ainda são subutilizados nas escolas brasileiras, aponta pesquisa

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Este é mais um exemplo onde comprovamos que o sujeito deve vir sempre antes do objeto. O objeto, seja ele uma ferramenta , método ou processo, precisa ser apreendido. Nesta linha não existe a teoria do ovo e da galinha : ou se ensina e cria-se uma nova cultura, ou a inovação não passará de mais um  novo modismo.


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Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil


Pesquisa realizada em 400 escolas públicas em 13 capitais brasileiras mostra que o tradicional problema de falta de infraestrutura está sendo superado pela falta de preparo para lidar com as novas tecnologias.


As escolas possuem computadores, mas falta treinamento para melhorar o uso das máquinas. Entre as instituições de ensino, 98% tem computador e 83% acesso a internet com conexão banda larga. Mas em poucas escolas os equipamentos são utilizados de forma eficiente na melhoria da aprendizagem.


“A formação inicial não prepara os professores para isso. Você precisaria combinar a disponibilidade dos recursos com a melhor formação para que a tecnologia fique a serviço da aprendizagem dos conteúdos escolares”, explica Ângela Danneman, diretora executiva da Fundação Victor Civita, responsável pela pesquisa.


Entre os professores entrevistados, 74% diz que foi pouco ou nada preparado para utilizar o computador como ferramenta pedagógica durante a sua formação. E mais da metade não participou de nenhum tipo de curso de atualização em tecnologias no último ano.


Nas escolas, os computadores se concentram em áreas administrativas ou no laboratório de informática. Em apenas 4% delas há máquinas nas salas de aula. Mesmo que a pesquisa indique que mais de 90% das escolas estão equipadas com computadores, Ângela aponta que não é possível dizer que o problema da infraestrutura foi superado.


“Seria simplista dizer que o problema não está na infraestrutura. A média de alunos das escolas nas capitais brasileiras é de 1 mil. E a minoria delas têm mais do que 30 computadores, então ainda temos a necessidade de ampliar a infraestrutura”, aponta.Apenas 15% das escolas têm mais de 30 máquinas, 28% entre 21 e 30, 29% entre 11 e 20 e 28% têm de um a dez.


A especialista destaca que é importante que os professores dominem não só o uso de ferramentas, mas saibam como utilizá-las na transmissão de conteúdos de forma a motivar o aprendizado.

“Os jovens estão muito avançados no uso da internet, eles se comunicam em redes sociais, usam blogs, a escola precisa acompanhar isso. Mas precisa acompanhar fazendo o que é papel da escola, ou seja, na aprendizagem dos conteúdos”, defende.

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Uma escola onde o celular não é proibido

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por Edson Menezes

Se em várias instituições de ensino o celular ainda é alvo de proibição em sala de aula, na PUC-RS a tecnologia se tornou uma aliada de mestres e estudantes.

proibido celular

Enquanto os estudantes apenas se divertiam  trocando fotografias , vídeos , SMS ou atendendo a um telefonema em sala de aula ,  na Faculdade de Comunicação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em Porto Alegre, são os próprios professores que exploram a tecnologia.

Quem passa pela zona Bluetooth  pode receber no seu celular  áudios e  vídeos produzidos por seus colegas ou professores, a programação de eventos que está ocorrendo na faculdade e outras informações consideradas úteis.  Para entrar na nova onda é preciso que o usuário esteja com a função ativada no seu aparelho celular. Mas isso é considerado algo básico !

O projeto começou  como uma experiência,  mas todo mundo já estava ligado. Aos poucos, os alunos começaram a nos pedir para disponibilizar mais conteúdo,  afirma o professor de jornalismo Eduardo Pellanda.

Apesar de gastar mais a bateria do aparelho, ninguém quer saber de andar com o Bluetooth desligado.  Isso pode significar perder informações importantes no ambiente de ensino.

Imagino  eu  a resistência que estes professores que idealizaram a idéia devem ter passado. Mas é assim que se inova e se coloca em prática a inovação. Não é resistindo às mudanças, mas reiventando novas maneiras de adaptarmos novas funções às mesmas.

O objeto em si, neste caso um simples celular, é frio . O sujeito, nós, é que damos novos signifcados ao objeto. Enquanto a regra pensa no comum, neste caso a proibição, as exceções, os verdadeiros inovadores, pensam como podem usar novos processos em velhas ferramentas : de outra maneira e a seu favor.

Os alunos continuam sem falar ao telefone em sala de aula, mas não pela proibição ! Pela nova maneira mais educativa de o fazê-lo.

Antes de proibir algo, o caminho mais fácil ( já que não envolve o trabalho do educar, mas a da coação) , pense em dar novo sentido ao que já existe. Não caia no erro mostrado no desenho animado abaixo – mudam-se as ferramentas  mas o processo continua o mesmo.  Inove-se e Inove !

Em breve volto para falar da proibição absurda do uso da Internet e das Redes Sociais nas empresas.


Referência : Jornal Zero HoraMARCELA DONINI

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Obama inicia esforços para educação em ciências!

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Ciência, tecnologia, engenharia e matemática . Este esforço novo, chamado Educar para Inovar, é   “…projetado para estimular os estudantes americanos em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.”

Há várias ações sendo tomadas, incluindo parceria com o setor privado. Por exemplo, a Discovery Communications ( o guarda-chuva da Discovery Channel ) fará a promoção da literacia científica, Incluindo um bloco comercial da ciência livre na programação do Canal Ciência e apoio aos professores.

Fiquei particularmente animado ao ouvir Obama anunciar uma feira anual de ciências a ser realizada na Casa Branca! Como ele disse, é hora das pessoas que fizeram progressos extraordinários ao lado da ciência e outros atletas de honra fiquem em pé na Casa Branca.

E, como se ele estivesse canalizando meu cérebro, o presidente Obama disse isto:

“Estamos indo mostrar aos jovens como a ciência pode ser ‘cool’ . ”

obama_mythbusters

Além disso, desconfio que ao contrário de muitas declarações políticas, este não é um simples serviço de bordo. Sally Ride, a primeira mulher americana no espaço, está envolvido com este projeto, e na conferência de imprensa foram Adam Savage e Jamie Hyneman ™ – Eu sei que  trabalharão arduamente para garantir que isto aconteca.

Nosso futuro depende muito da forma como entendemos a ciência e a tecnologia.

Fonte : http://blogs.discovermagazine.com/ by Phil Plait
Indicação de Notícia : Fábio Prudente

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Continuamos ensinando como se estivéssemos em 1951: meio século sem Inovação

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por Fábio Prudente
Título Original : Fala Sério, Sr. Feynman !

Richard Feynman é quase um personagem folclórico: Físico visionário, participou do desenvolvimento da Bomba Atômica e revolucionou a Ciência moderna, antecipando conceitos como nanotecnologia e computação quântica.

Ganhador do Prêmio Nobel em Física pela teoria da Eletrodinâmica Quântica, tornou-se mais famoso por ser um grande contador de anedotas, e por sua maneira fácil e direta de se comunicar.

Entre 1951 e 1952, Feynman passou alguns meses no Brasil, e deu aulas na Academia Brasileira de Ciências. A seguir, estão algumas opiniões que o próprio Feynman registra sobre a forma como nós, brasileiros, estudamos ciências(*).

É exatamente assim que nossas escolas funcionam! – e o pior, sua descrição, feita em 1951, ainda é bastante atual (em todas as áreas do conhecimento)

“O principal propósito de minha apresentação é provar aos senhores que não se está ensinando ciência alguma no Brasil.” (…)

” Então ergui o livro de Física Elementar que eles estavam usando.Não são mencionados resultados experimentais em lugar algum nesse livro, exceto em um lugar onde há uma bola, descendo um plano inclinado, onde ele diz a distância que a bola percorreu em um segundo, dois segundos, três segundos… Os números têm erros – ou seja, se você olhar, você pensa que está vendo resultados experimentais (…), no entanto, (…) se você realmente fizer esse experimento, produzirá cinco sétimos da resposta correta, por causa da energia extra necessária para a rotação da bola (que o autor do livro desconsidera).

(…) Ao folhear o livro aleatoriamente, posso mostrar que não há ciência, mas sim memorização, em todos os casos. Por exemplo:

‘ Triboluminescência é a luz emitida quando os cristais são friccionados…’

Digo: e aí? você fez ciência? Não! Apenas foi dito o significado de uma palavra, em termos de outras palavras. Não foi dito nada sobre a natureza – quais os cristais que produzem luz quando friccionados, nem por que eles produzem luz. Alguém viu algum estudante ir para casa e verificar isso experimentalmente?

Por fim, disse que não conseguia entender como alguém podia ser educado neste sistema autopropagante, no qual as pessoas passam nas provas e ensinam os outros a passar nas provas, mas ninguém sabe nada. ”


(*) Trechos retirados do livro
O Sr está brincando, Sr. Feynman?“, de sua própria autoria.

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CITAÇÕES

O apetite de saber nasce da dúvida. Deixa de acreditar e instrui-te! ( André Gide )

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