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Robô 100% brasileiro é controlado por smartphone

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por Edson Menezes


Fruto de um projeto de Pesquisa ,Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (P&D&IT) de dois anos na área de robótica, financiado pelo programa de fomento para pequenas empresas da FAPESP, surge a Xbot.


Criada junto ao programa de inovação e novos negócios da Cientistas Associados, a empresa é mais um caso de apoio, dedicação, persistência e sonhos concretizados por brasileiros.


Aberta e agora especializada na fabricação e comercialização de robôs móveis para as áreas de pesquisa, educação e entretenimento, vai além e ensina , através de seus treinamentos , Conceitos e aplicações, Futebol de robôs para iniciantes e intermediários , Programação em C/C++ para robôs móveis inteligentes e Programação de robôs móveis baseado em Microsoft Robotics Studio.



E ainda dizem que sonhar não vale a pena : aos que não acreditam em seus sonhos


O mais novo sonho concretizado, e pelo visto não o último,  foi a criação de um robô móvel controlado por um smartphone com acelerômetro.


O robô chama-se Robodeck e é fabricado e comercializado em São Carlos (SP). O projeto teve o apoio da FINEP, FAPESP e CNPq. Com tecnologia 100% verde e amarela , e acessível aos brasileiros,  já possui seis pedidos de universidades nacionais para adquir o produto.


Vejam o vídeo abaixo :


Características Técnicas:


O RoboDeck possui tecnologia com características relacionadas a mobilidade omnidirecional, que permite deslocamento em qualquer direção, sensores digitais e analógicos, capacidade de acoplar câmeras digitais com interface USB e possui uma placa-mãe baseado em ARM9. O robô móvel pode ser controlado remotamente ou funcionar de forma autônoma, para realizar tarefas pré-determinadas. Este robô é constituído de um hardware básico (plataforma universal) que permite acrescentar os módulos opcionais como por exemplo, placa de alta performance com Linux embarcado que permite inclusive comunicação Wi-fi e Bluetooth. Esses módulos adicionais permitem acoplar desde câmera com interface USB até garras mecânicas entre outros dispositivos. O RoboDeck permite que outros módulos desenvolvidos por terceiros possam ser acoplados ao sistema. O RoboDeck é acompanhado por um Software Development Kit (SDK) em C++/CLI concebido para elaboração de programas por meio do Microsoft Visual C/C++ 2008 ou similar. Além disso, existe também um SDK para programação Java Mobile (JME) e uma biblioteca de serviços para programação em Microsoft Robotics Studio 2008.


Para maiores informações conheça a nova fábrica de sonhos: Xbot


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Uma escola onde o celular não é proibido

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por Edson Menezes

Se em várias instituições de ensino o celular ainda é alvo de proibição em sala de aula, na PUC-RS a tecnologia se tornou uma aliada de mestres e estudantes.

proibido celular

Enquanto os estudantes apenas se divertiam  trocando fotografias , vídeos , SMS ou atendendo a um telefonema em sala de aula ,  na Faculdade de Comunicação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em Porto Alegre, são os próprios professores que exploram a tecnologia.

Quem passa pela zona Bluetooth  pode receber no seu celular  áudios e  vídeos produzidos por seus colegas ou professores, a programação de eventos que está ocorrendo na faculdade e outras informações consideradas úteis.  Para entrar na nova onda é preciso que o usuário esteja com a função ativada no seu aparelho celular. Mas isso é considerado algo básico !

O projeto começou  como uma experiência,  mas todo mundo já estava ligado. Aos poucos, os alunos começaram a nos pedir para disponibilizar mais conteúdo,  afirma o professor de jornalismo Eduardo Pellanda.

Apesar de gastar mais a bateria do aparelho, ninguém quer saber de andar com o Bluetooth desligado.  Isso pode significar perder informações importantes no ambiente de ensino.

Imagino  eu  a resistência que estes professores que idealizaram a idéia devem ter passado. Mas é assim que se inova e se coloca em prática a inovação. Não é resistindo às mudanças, mas reiventando novas maneiras de adaptarmos novas funções às mesmas.

O objeto em si, neste caso um simples celular, é frio . O sujeito, nós, é que damos novos signifcados ao objeto. Enquanto a regra pensa no comum, neste caso a proibição, as exceções, os verdadeiros inovadores, pensam como podem usar novos processos em velhas ferramentas : de outra maneira e a seu favor.

Os alunos continuam sem falar ao telefone em sala de aula, mas não pela proibição ! Pela nova maneira mais educativa de o fazê-lo.

Antes de proibir algo, o caminho mais fácil ( já que não envolve o trabalho do educar, mas a da coação) , pense em dar novo sentido ao que já existe. Não caia no erro mostrado no desenho animado abaixo – mudam-se as ferramentas  mas o processo continua o mesmo.  Inove-se e Inove !

Em breve volto para falar da proibição absurda do uso da Internet e das Redes Sociais nas empresas.


Referência : Jornal Zero HoraMARCELA DONINI

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Microsoft lança projeto Your Speech : crie seu próprio sintetizador de voz

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por Magalhães & Associados


A Microsoft acaba de lançar um projeto de angariação de vozes portuguesas. O objetivo do projeto Your Speech é desenvolver a tecnologia de reconhecimento de fala, aplicável na comunicação pessoa-computador e para facilitar a utilização por cidadãos com necessidades especiais.

Em comunicado, a Microsoft explica que este projeto prende criar “um movimento de cidadania pelo avanço do conhecimento, da ciência e das tecnologias de reconhecimento e síntese de fala, as quais encontram uma aplicabilidade especial na melhoria da acessibilidade dos cidadãos às tecnologias da informação”.

O projeto Your Speech desenvolvido pelo Microsoft Language Development Center (MLDC), centro de investigação da Microsoft para o desenvolvimento da linguagem estabelecido em Portugal em 2005, inclui duas aplicações de voz que vão permitir o desenvolvimento das tecnologias de reconhecimento e síntese de fala em português, a partir da doação das vozes dos portugueses.

Experimente aqui e crie o seu próprio sintetizador de voz


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Ninguém é uma ilha no mundo da inovação

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Cada vez mais, as empresas precisam se adaptar a um mundo em que as mudanças não se dão de forma linear, mas descontínua. Neste novo cenário, os mercados e as tecnologias mudam por meio de saltos abruptos.

Novos concorrentes surgem; tecnologias despontam e põem subitamente em xeque modelos consagrados de negócio.

Na indústria farmacêutica, a GSK costumava ter como concorrentes diretos Merck, Novartis e Pfizer. Hoje a lista de rivais cresceu: companhias de biotecnologia produzem compostos para medicamentos.

ilha

A Lego concorria com Mattel e Hasbro. Viu-se obrigada a entrar na arena da diversão digital e a enfrentar também os gigantes dos games, como Sony, Nintendo e Electronic Arts.

Neste novo cenário, é necessário que as empresas estejam preparadas para a inovação descontínua, fazendo crescer a capacidade de implementação de novas tecnologias, produtos ou modelos de negócio. O professor Julian Birkinshaw, da London Business School, aconselha que, frente a tantos desafios, as companhias busquem parcerias e formem redes para a troca de informações com suas congêneres.No novo mundo do conhecimento, ninguém mais pode ser uma ilha.

Empresas precisam criar parcerias para
buscar as soluções de seus problemas

A própria London Business School deu um passo nessa direção. Birkinshaw, aliado ao professor Gary Hamel, criou um laboratório de investigação de práticas originais de gestão, o Management Innovation Lab. Dele não farão parte apenas os acadêmicos. Grandes grupos europeus já demonstraram interesse pelo laboratório, como o financeiro UBS. Em trabalho publicado na California Management Review, Birkinshaw mostrou como P&G, BBC, 3M e RioTinto, entre outras empresas, criaram “networks” para buscar as soluções de seus problemas.

Uma das formas de rede encontradas pelo professor é aquela cujo intuito é o desenvolvimento de novas idéias ou soluções técnicas. Nesta “network de idéias”, destacam-se programas como o Connect and Develop (Conectar e Desenvolver) da Procter & Gamble, nascido depois que o presidente A.G. Lafley estabeleceu o objetivo de que 50% da inovação da P&G deveria vir de fora da empresa.

Já a britânica BBC deu-se conta, em 2000, que o seu modelo de produção e divulgação de conteúdo de mídia estaria ultrapassado em uma década. Inspirada na comunidade que desenvolveu o sistema aberto Linux, convidou arquitetos de software e produtores de conteúdo para se juntarem ao Projeto Backstage, que tem como objetivo criar um modelo de mídia baseado na internet. Também em 2000, o grupo de mineração Rio Tinto contatou organizações não-governamentais para financiar estudos sobre a exploração sustentável de minerais. A companhia ganhou credibilidade, aproximando-se de grupos de interesse que tradicionalmente se mantinham afastados da mineradora.


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Britânico volta a enxergar com “olho biônico”

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por Magalhães & Associados


Um britânico que pensou que nunca mais voltaria a enxergar teve sua visão parcialmente restituída com a ajuda de uma tecnologia pioneira.

Peter Lane, de 51 anos, tornou-se uma das primeiras pessoas no mundo a voltar a enxergar com a ajuda de um “olho biônico”. A tecnologia, desenvolvida nos Estados Unidos, consiste em um receptor eletrônico que é instalado dentro do globo ocular e ligado ao nervo ótico e a óculos especiais.


olho biônico

Courtesy Second Sight Medical Products, Inc

Uma câmera colocada nos óculos que o paciente passa a usar capta a imagem e a envia a um processador portátil, que transforma a imagem em sinais eletrônicos enviados ao receptor. Este, por sua vez, envia impulsos até a retina e o nervo óptico, fazendo com que a pessoa finalmente volte a enxergar.

“Após passar tanto tempo sem ver nada, é maravilhoso poder enxergar letras e palavras em uma tela especial”, disse Peter, que perdeu a visão devido a uma doença degenerativa quando tinha pouco mais de 20 anos.

A nova tecnologia vai permitir que ele identifique os contornos dos objetos, como portas e móveis. Com a ajuda de uma série de luzes especiais, o britânico poderá também ler – o que não fazia há quase 30 anos. “Estou lendo pequenas palavras no momento, mas é um começo”, afirmou Peter. “Além disso, quando saio, o equipamento me dá mais segurança e mais independência.”

A cirurgia para a implantação da tecnologia durou cerca de quatro horas e foi relizada pelo Hospital Real de Olhos, na cidade de Manchester, na Grã-Bretanha. Peter e outros dois pacientes que também passaram pela cirurgia tiveram de esperar dois meses após o precedimento médico para poder de fato experimentar o olho biônico.

Peter e os outros dois britânicos integram um grupo de 32 pessoas no mundo que testam a tecnologia, que busca soluções para os portadores de uma doença genética chamada retinite pigmentosa. O mal afeta a retina, provocando a perda gradual da visão. O olho biônico foi desenvolvido pela empresa americana Second Sight e está sendo testado por apenas 11 médicos em todo o mundo.
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O LHC, maior acelerador de partículas do mundo, volta a funcionar

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Feixes  voltam a circular no maior e mais poderoso acelerador de partículas do mundo , avisou o CERN, sobre o Large Hadron Collider (LHC).Esta notícia vem depois que a máquina foi entregue para a entrar em operação na manhã da última quarta-feira.

“É muito bom o LHC voltar novamente”, disse o diretor geral do CERN  Rolf Heuer. “Nós ainda temos algo a percorrer antes que possamos começar os experimentos físicos, mas este marco histórico mostra que estamos no caminho certo”.

LHC

O LHC circulou seus primeiros feixes em 10 de Setembro de 2008, mas sofreu uma avaria grave nove dias depois. Uma falha na conexão elétrica levou a graves danos, e o CERN gastou mais de um ano de reparação e consolidação da máquina para garantir que tal incidente não venha  acontecer novamente.

“É uma máquina muito melhor compreendida do que era há um ano atrás”, disse o diretor do CERN para aceleradores, Steve Myers. “Aprendemos com nossa experiência, e erros, e projetamos a nova tecnologia que nos permitiu seguir em frente.”

É assim , de erros , aprendizados, riscos e recomeços de que a inovação e o progresso são feitos.

Um webcast será realizado no CERN, hoje,  23 de Novembro, em: http://webcast.cern.ch/.

Siga o progresso do LHC no Twitter

Saiba um pouco mais AQUI

Fonte: CERN

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Vídeo mostra tráfego aéreo mundial:Estados Unidos testa novo sistema de controle

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Um sistema de monitoramento de aviões que não usa radar está sendo testado pela primeira vez nos Estados Unidos, abrindo caminho para a implementação de um controle de tráfego aéreo mais moderno, barato e seguro. A tecnologia usa informações de satélite e está sendo aplicada no estado do Colorado. Ele permite que os controladores e os próprios pilotos saibam a localização exata de todas as aeronaves dentro da mesma região.

Em entrevista ao portal G1, de onde esta notícia foi publicada originalmente, o diretor do Centro Internacional de Transporte Aéreo do MIT (Massachusetts Institute of Technology), John Hansman, explicou o funcionamento deste novo sistema. Segundo ele, esta ferramenta vai tornar voos mais seguros


“….os controladores aéreos teriam um conhecimento melhor das posições dos aviões e, em segundo, os próprios aviões poderiam ver suas posi entre si…”

O novo sistema deve ser implementado em todas as regiões dos Estados Unidos até 2020. Ele funciona através da emissão de sinais das aeronaves, que são medidos por sensores espalhados em terras e em outros aviões, sendo determinada a localização exata delas, explicou. “Os aviões sabem onde eles estão através de informações de seus próprios sistemas de navegação, como o GPS. Com este novo sistema, eles enviam uma mensagem para todos que estão dentro de um raio específico, informando esta posição. E qualquer avião que esteja próximo desta aeronave pode saber a posição dele em relação à sua, numa tela dentro da cabine de comando“, disse.

“É um sistema que pode ajudar muito países grandes como o Brasil, que tem um território tão grande. É difícil ter radares em todos os lugares do país, mas com este sistema se torna muito barato, usando apenas equipamentos de rádio mais simples, ter as mesmas informações que se conseguiria com radares”, disse Hansman. Segundo ele, em alguns anos o Brasil também poderá começar a testar o novo sistema, que pode logo se espalhar pelo país.

Enquanto não sabemos dos resultados dos teste do novo sistema, vejam como anda o tráfego  aéreo no mundo  no curioso vídeo abaixo. Ele  representa  24 horas de um de viagens de avião, internas e entre os continentes. Aproximadamente cada segundo de filme representa 20 minutos reais. Cada ponto amarelo é um voo com pelo menos 200 passageiros.

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Patentes: Ferrari registra um novo sistema de abertura de portas

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por Novidades Automotivas
@NovidadesAuto

A Ferrari registou um novo sistema para abertura de portas, que deverá ser usado em seus futuros esportivos.

O conceito de abertura das portas patenteado é semelhante ao utilizado pelos modelos da Koenigsegg e da Lamborghini, por exemplo. No entanto, o sistema da marca da Ferrari também atinge os paralamas dianteiros, com um resultado bastante controverso e distante da elegância dos Lamborghinis e Koenigseggs.

Pelos documentos da patente, a solução da Ferrari parece ser uma forma mais económica e simples de ter um sistema parecido com as do tipo “asa-de-gaivota”, utilizadas no novo Mercedes SLS AMG. A marca italiana revela ainda nos documentos que o acesso ao veículo é facilitado. Resta agora saber qual será o primeiro modelo da marca a usar esse novo sistema.

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“Meu trabalho é encontrar potencial em algo que os outros não podem ver”

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por Braden Kelley (*)


Deparei com esta citação de Satoru Iwata, presidente da Nintendo:


“Meu trabalho é encontrar o potencial em algo que os outros não podem ver, secretamente colocar nossos recursos nelas e transformá-los em “hits” antes de mais ninguém conseguir.”

visão

Esta citação também destaca um dos trabalhos mais importantes de um CEO – liderar a inovação:

  1. Para investir na pesquisa e exploração de idéias necessárias para identificar as próximas inovações

  2. Para financiar projetos construídos sobre essas idéias (mesmo correndo riscos)

  3. Para proteger os esforços de exploração da empresa a partir de sua exploração contínua dos atuais produtos, serviços e mercados

  4. Para construir uma carteira equilibrada de inovação

  5. Para construir uma tolerância para a assunção de riscos e falhas de um projeto individual dentro do portfólio

  6. Para incentivar a colaboração
  7. Para ser um verdadeiro líder de inovação dentro da empresa e externamente, entre fornecedores, parceiros e clientes.

(*) Braden Kelley is the editor of Blogging Innovation and founder of Business Strategy Innovation, a consultancy focusing on innovation and marketing strategy. Braden is also @innovate on Twitter.

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Conheça as 10 principais tecnologias para 2010

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A consultoria Gartner divulgou nesta semana uma lista com as dez principais tecnologias e tendências que serão estratégicas para a maioria das organizações em 2010, levando em consideração a relevância das ferramentas tecnológicas para os negócios, a necessidade de alto investimento ou o risco de serem adotadas muito tarde.

Para a Gartner, tecnologia estratégica é aquela com potencial de causar impacto significativo na organização nos próximos três anos, definindo quais ferramentas vão ajudar e transformar suas iniciativas de negócios. “As companhias devem analisar as principais tecnologias em seu processo de planejamento estratégico e tomar decisões conscientes sobre elas nos próximos dois anos”, afirma o vice-presidente e analista doa Gartner, David Cearley.

até amanhã

Até Amanhã : pintura de do artista plástico português Rogério Ribeiro

Confira as dez principais tecnologias para 2010 :

  1. Cloud Computing: estilo de computação que caracteriza um modelo no qual os fornecedores entregam aos consumidores uma série de serviços baseados em nuvem que podem ser explorados de diversas formas para desenvolver uma aplicação ou uma solução. Utilizar os recursos da Cloud não elimina os custos das soluções de TI, mas os reorganiza e, em alguns casos, os reduz.
  2. Análises Avançadas: a otimização e a simulação estão utilizando ferramentas e modelos analíticos para maximizar os processos de negócio e a eficácia das decisões por meio da análise de resultados e cenários alternativos antes, durante e depois da implementação e execução do processo. Isto pode ser visto como um terceiro passo no suporte a decisões de negócios operacionais.
  3. Client Computing: as organizações deveriam estabelecer, proativamente, um roadmap estratégico de cinco a oito anos para client computing, definindo uma abordagem para os padrões de dispositivos, propriedade e suporte; seleção, implementação e atualização do sistema operacional e da aplicação; e planos de gerenciamento e segurança para administrar a diversidade.
  4. TI Verde: TI pode viabilizar muitas “iniciativas verdes”. As comuns são o uso de e-documents (documentos eletrônicos) e a redução de viagens ao se utilizar teleworking (trabalho por videoconferência). A TI também fornece ferramentas analíticas que a organização pode implementar para reduzir o consumo de energia no transporte de mercadorias ou em outras atividades de gestão das emissões de carbono.
  5. Remodelagem de Data Center: descubra o que a empresa tem, estime o crescimento para 15 a 20 anos e, então, faça a construção adequada. Os custos serão realmente menores se as organizações adotarem uma abordagem pod-based, método de engenharia de estrutura, para a construção e expansão dos data centers.
  6. Computação Social (Social Computing): as organizações devem focar no uso de software social e de mídia social na organização e na participação e integração com comunidades externas patrocinadas pela empresa e públicas. Não ignore a função do perfil social de reunir as comunidades.
  7. SegurançaMonitoramento de Atividades: tradicionalmente, o foco da segurança tem sido estabelecer um muro perimetral para manter os outros de fora, mas ela evoluiu para monitorar atividades e identificar padrões que foram esquecidos anteriormente. Uma série de ferramentas de monitoramento e análise complementares ajuda as organizações a detectar e investigar melhor as atividades suspeitas , com alertas em tempo real ou intervenção nas transações. Ao perceberem os pontos fortes e fracos dessas ferramentas, as organizações entenderão melhor como usá-las para defender a organização e atender às exigências de auditoria.
  8. Memória Flash: dispositivo semicondutor de memória, familiar por seu uso em pendrives e cartões de câmeras digitais. Na velocidade com que os preços declinam, essa tecnologia vai obter uma taxa composta de crescimento anual acima de 100% durante os próximos anos e se tornar estratégica em muitas áreas de TI. Além disso, ela oferece uma nova camada na hierarquia de storage em servidores e computadores clientes, oferecendo vantagens chave, incluindo espaço, aquecimento, performance e robustez.
  9. Virtualização : ela tem estado na lista das principais tecnologias estratégicas, com destaque para novos elementos, como a migração dinâmica para disponibilidade, que tem implicações no longo prazo. A migração dinâmica é o movimento da execução de uma máquina virtual, enquanto seu sistema operacional e outros softwares continuam sendo executados como se estivessem no servidor físico original. O principal valor dessa proposição é deslocar uma série de mecanismos distintos com um simples “dial” que pode ser configurado para qualquer nível de disponibilidade a partir da base de tolerância a falhas.
  10. Aplicações Móveis – Até o final de 2010, 1,2 bilhão de pessoas carregará consigo dispositivos capazes de realizar transações comerciais móveis, proporcionando um ambiente rico para a convergência da mobilidade e da web. Isto pode levar a uma nova versão que seja projetada para operar de forma flexível tanto nos PCs quanto nos sistemas em miniatura.

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10 coisas que matam sua produtividade diária: como inovar se eu não tenho tempo ?

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Às vezes a pergunta parece óbvia , enquanto a resposta é difícil de implementá-la . Como Inovar e usar nosso potencial criativo inato se estamos sempre mergulhados no dilema da falta de tempo , e no stress dela decorrente ?

Neste sentido tomei emprestado as palavras do  Christian Barbosa (*) , em seu blog  MAIS TEMPO , onde o mesmo elenca 10 coisas que matam a sua, a minha e a nossa  produtividade diária :


produtividade

1 – E-mail – Ficar com e-mail aberto, faz o seu nível de interrupções ficar intolerável, aumenta seu nível de ansiedade e a sensação de um monte de coisas para fazer. Deixe o e-mail fechado e defina períodos de tempo para lidar com suas mensagens.

2 – Não ter clareza sobre o que fazer – O que você precisa fazer primeiro? Você sabe pelo menos 80% do que deve ser feito hoje? Se não souber responder essas perguntas com certeza vai se perder em coisas circunstanciais.

3 – Estou em Reunião – Nossa pesquisa demonstra que 1/3 das reuniões podem ser canceladas. Então: dieta de reuniões já! Quanto menos, melhor. Se tiver de fazer seja: objetivo, defina pontos de discussão e no máximo 2 horas.

4 – Redes Sociais – Você usar twitter, facebook, orkut, etc? Controle a ansiedade de ficar conectado nessas redes. Utilize eventuais intervalos no dia ou seu horário de almoço.

5 – Falta de energia – Você está cansado, sem pique e não consegue se concentrar? A falta de “energia” rouba muitas horas do seu dia e faz você “surfar” em atividades circunstanciais. Tenha hobbies, procure um médico, tome um multi-vitamínico, alimente-se em horários regulares, faça sexo (com freqüência).

6 – Falta de foco – Começa uma atividade e daqui a pouco começa a saltar para outras coisas? Se a atividade for grande, quebre em pequenas atividades, feche qualquer outro software que não esteja usando, coloque o celular no silencioso, se funcionar para você, ouça música.

7 – Navegador cheio de favoritos – Você abre seu browser para ir em um site, esbarra na lista de sites favoritos e começa a surfar por outros sites? Instale um novo navegador (sugestão? Safari) e não importe os seus favoritos. O novo browser, com a lista de favoritos zerada, você perde a tentação de ficar navegando a toa.

8 – Messenger, Wave, Skype, GTalk, etc – A regra é simples: está ocupado? Fique com status invisível ou offline. Está tranquilo? Fique no away ou ocupado. Está com tempo para conversar? Fique disponível.

9 – Interrupções – Se muita gente interrompe você, um possível fator é que sua comunicação não anda muito adequada. Faça uma revisão como anda enviando seu e-mails, como dá informações e como delega atividades. Em 90% desses casos a culpa é sua de não ter dado o devido treinamento a quem deveria e 10% de pessoas que realmente mesmo que treinadas ou acompanhadas, vão continuar fazendo besteiras.

10 – Tarefas imprevistas, convites inesperados e favores – Que tal falar NÃO de forma concreta (baseado em seu planejamento X disponibilidade)? Se muita coisa imprevista surge na sua rotina, é possível que seu nível de planejamento não esteja adequado. Repare que dias da semana tem mais imprevistos e utilize isso a seu favor.

* Christian BarbosaEspecialista em gerenciamento do tempo e produtividade pessoal e empresarial. Autor dos livros A Tríade do Tempo – A Evolução da Produtividade Pessoal, pela Editora Campus. Você, Dona do Seu Tempo, pela Editora Gente e Estou em reunião, pela Editora Ediouro. Sócio da Triad – empresa especializada em produtividade que presta consultoria, treinamento e oferece produtos diferenciados. Facilitador do programa de empreendedores do Sebrae/ONU – Empretec. Sua metodologia e teorias sobre produtividade ganharam destaque e importância nacional e internacional devido inovações e soluções diferenciadas. www.triadedotempo.com.br e www.maistempo.com.br

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A Empresa Vale trabalha para estruturar um MIT no Brasil

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Antes da crise mundial de 2008, o então pró-reitor de graduação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Luiz Eugênio Araújo de Moraes Mello, foi a uma reunião na mineradora Vale para apresentar uma proposta de parceria: estruturar cursos na área de engenharia para suprir a falta de profissionais no mercado. Em troca, a Unifesp pedia parceria com a empresa em projetos conjuntos de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

“Terminei a apresentação e recebi a proposta da empresa para dirigir a iniciativa de montar um MIT da Vale. Fui tão bem-sucedido na minha persuasão que recebi uma contra-proposta”, brinca o pesquisador, hoje diretor do Instituto Tecnológico Vale (ITV), que agora cuida das ações de ciência e tecnologia da empresa. O sonho da Vale é transformar seu instituto em um Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, dos Estados Unidos, centro de pesquisa de excelência mundial, origem de 73 ganhadores de Prêmios Nobel.

empresa Vale

Como missões importantes para Mello à frente do ITV estão a estruturação de um novo tipo de relação da empresa com o setor acadêmico e levar o ITV a ser um MIT brasileiro. A missão começou a ser cumprida com o primeiro edital, lançado em dezembro de 2008, no Pará. O ITV concedeu 86 bolsas para alunos de mestrado e doutorado no Estado que pesquisam temas de interesse direto da Vale, como planejamento energético com recuperação de energia do lixo e extração de células-tronco de tecido adiposo de bubalinos e bovinos

Temos um quadro da ordem de 500 pesquisadores no Brasil e no exterior. Metade deles são doutores. Trabalhamos com o conceito de open innovation, modelo no qual o que conta é estabelecer colaborações e redes e o quão permeável se é ao relacionamento extra-empresa. Se a Vale tivesse 50 mil pesquisadores, as conversas ocorreriam muito mais dentro do que fora dela. E isso custaria muito dinheiro para a empresa. Mas, com os 500 pesquisadores de hoje, podemos estabelecer uma forte rede de colaboração, manter a empresa constantemente ligada ao que está acontecendo no resto do mundo, e ter agilidade e competência para detectar o que nos interessa, ajudar no desenvolvimento e nos apropriar dele enquanto um valor. É importante para a Vale estabelecer relações sólidas, de longo prazo, e perceber as possibilidades para ampliar a rede, diz Mello

Neste momento, o ITV não é uma universidade, mas consideramos essa possibilidade. A ideia de criar o ITV tem cerca de três anos, mas só começou a ganhar forma com a minha vinda para a empresa, em fevereiro deste ano. Antes, o projeto era tocado por diretorias que tinham outras incumbências, e por isso andava menos do que deveria. Foi a percepção dessa necessidade que resultou na busca de uma pessoa para liderar a iniciativa e na minha vinda para a direção do ITV. A Vale quer ter uma instituição de pedra e tijolo, com estudante, com P&D, daí a analogia com o MIT. É um projeto que estamos estruturando.

Fonte : PROTEC


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Xerox desenvolve novo meio para imprimir circuitos

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por Antonio Blanc

Xerox Silver InkA Xerox anunciou, durante a conferência Printed Electronics 2009 ,em Dresden, na Alemanha, um meio para imprimir circuitos eletrônicos sobre praticamente qualquer superfície, mesmo materiais flexíveis como filmes plásticos, o que pode revolucionar a forma como os “gadgets” são produzidos.

Segundo a empresa a técnica usa uma “tinta” condutiva à base de prata, que pode ser aplicada até mesmo com uma impressora jato-de-tinta comum.

Tintas à base de prata e outras substâncias condutivas como o carbono não são novidade. Métodos anteriores já haviam sido desenvolvidos usando substâncias semelhantes, mas exigiam o uso de altas temperaturas, o que inviabilizava o uso de alguns materiais, como o plástico, na “base” para os circuitos. O método da Xerox funciona com temperaturas muito mais baixas.

Sem os gastos extras associados à fabricação de uma placa de circuito especializada, eletrônicos “impressos” podem ter um custo muito menor que seus equivalentes tradicionais, e a tecnologia abre caminho para uma nova gama de formatos e materiais inovadores.

Segundo a Xerox, a tecnologia já está disponível para avaliação por empresas interessadas, e a produção em larga escala não está longe. A descoberta abre também a possibilidade de facilitar a construção caseira de eletrônicos por inventores e entusiastas.

Fonte : www.geek.com.br

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A Tecnologia e Inovação aumentam o consumo

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Diário do Comérciopor Alice Sosnowski .
Título original :
A tecnologia aumenta o consumo


“A conveniência, o impulso ou a emergência deixam de ser os principais estímulos de compra e o aspecto sensorial ganha cada vez mais importância”

Martha Terenzzo, da ESPM

Martha Terenzzo, professora do curso de Inovação no Varejo, no Retail Lab da ESPM. Para ela, no futuro as lojas serão menores, com estoques reduzidos e uma logística mais precisa e rápida para dar conta destas mudanças.


Muito tem se falado da experiência de compra. O chamado Marketing Experiencial aponta a emoção como primordial. Ou seja, o consumidor só coloca a mão no bolso se tiver, além de produtos competitivos, prazer e diversão no momento da compra. “A conveniência, o impulso ou a emergência deixam de ser os principais estímulos de compra e o aspecto sensorial ganha cada vez mais importância”, explica Martha Terenzzo, da ESPM. Para isso, vale criar ambientes estimulantes nas lojas, com música, aromas e espaços diferenciados. As lojas-conceito (flagship store) como Nokia, Havaianas, Sony Style, Boticário e Nike são exemplos desta nova onda e experimentam um boom com inaugurações de diferentes marcas.

Quando se fala em inovação, a primeira ideia que vem em mente são as transformações tecnológicas absorvidas pelo mercado ao longo do tempo. Nas lojas e supermercados, a introdução do código de barras foi uma revolução na gestão de mercadorias e preços.  E a cada ano, a automação comercial ganha status de “gênio da lâmpada” em empresas que desejam aumentar a produtividade, controlar o fluxo de caixa e acompanhar o comportamento do consumidor, via CRM (sistema de Gestão de Relacionamento com o Cliente). Além disso, a evolução do e-commerce fez com que as lojas virtuais e o marketing digital entrassem de vez no planejamento das empresas. Nas lojas físicas, a informatização dos meios de pagamento e do controle fiscal virou uma realidade que obriga o lojista a se adaptar aos novos tempos. “É impossível escapar das inovações tecnológicas. O melhor a fazer é aproveitar estas oportunidades”

Neste setor, softwares e hardwares trazem ao mercado novidades que enchem os olhos dos lojistas e também dos clientes. É o caso da tecnologia Personal Shop, que está sendo testada desde agosto no supermercado Pão de Açúcar do Shopping Iguatemi. O coletor de dados é um aparelho da Motorola que permite ao consumidor fazer compras sem precisar usar o carrinho. Basta fazer a leitura do código de barras dos produtos que estão no supermercado e o aparelho apresenta o valor total dos itens selecionados, mostra dicas e receitas e traz ofertas personalizadas aos clientes do programa de fidelidade. Depois, é só passar no caixa, pagar a conta e receber as compras em casa.

“A inovação no varejo ainda é um mercado em potencial que começa a despertar só agora. No futuro, teremos lojas menores, estoques reduzidos e uma logística mais precisa e rápida para dar conta destas mudanças“, Consumidor é o protagonista – No centro das discussões sobre inovação, o consumidor assume um papel de destaque e é o foco das atenções. Mais informado e exigente, esta nova geração de clientes está habituada com a tecnologia, usa a internet com facilidade, tem pressa e muda de fornecedor na mesma velocidade com que se adapta às mudanças. E os especialistas são unânimes em afirmar que para sobreviver, o lojista tem de aprender a lidar com este nova clientela.

Diferentes exemplos e cases mostram que a inovação não é privilégio das grandes companhiasAs  pequenas e médias empresas não só podem como devem inovar.  “Se por um lado elas não têm poder de investimento, por outro trazem vantagens como rapidez nas decisões,  flexibilidade e capacidade de adaptação”, destaca Jorge Inafuco, especialista em Inteligência de Mercado e Gestão de Qualidade. Para ele, as PMEs têm todas as condições para entrar firme na briga pela inovação. “Hoje, a competição não se dá mais entre o grande versus o pequeno, mas sim entre o ágil contra o lento”, explica.


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DELL: fim de um negócio inovador ?

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por Irani Cavagnoli em Gestão e Inovação


Segundo Patrick Stähler em  artigo (a seguir resumido) intitulado: Dell and Perot: The end of a business model (innovation), a Dell está sofrendo, em seu “core business” (expressão que define o negócio central de uma dada empresa), uma acentuada  concorrência nos preços  de seus PCs devido a diversos fatores de mercado, dentre os quais podemos resumir:



  • Por muitos anos, a Dell foi a líder de preços, mas agora a HP tem praticado preços bem abaixo dos modelos de laptop da Dell.
  • Pela primeira vez na história dos PCs, o novo sistema operacional Microsoft Windows 7 terá menos recursos do que a versão anterior, o Windows Vista. Isso é uma má notícia para os fabricantes de computadores, que geralmente esperam um grande impulso nas vendas com  um novo sistema operacional.
  • A Apple fez um retumbante retorno ao mercado (mais uma grande sacada do gênio Steven Paul Jobs, conhecido por Steve Jobs), com computadores bem concebidos e fáceis de usar.
  • Ao mesmo tempo, uma nova categoria de produto entra no mercado, o netbook. Estes são mini notebooks ou subnotebooks, que estão bem adaptados para o trabalhador móvel que procura um companheiro digital.
  • No mercado, o PC tornou-se cada vez mais uma “commodity, onde o componente de serviço é mais importante do que apenas o preço.

Durante o tempo em que se estabeleceu como líder de mercado de PCs, a Dell inovou em seu modelo de negócio, praticando preços altamente competitivos. Completa essa estratégia, outros componentes do seu então modelo de negócios revolucionário.

Durante o tempo em que se estabeleceu como líder de mercado de PCs, a Dell inovou em seu modelo de negócio. A proposição de valor da Dell era vender PCs e servidores, diretamente ao consumidor, configurados individualmente e a um preço baixo.

A Dell tinha, além do seu modelo de vendas diretas,  um processo de fabricação que permitia  uma produção feita  por  ordem de produção.Juntamente com seus fornecedores, a Dell aperfeiçoou  sua cadeia de fornecimento para a adoção  do sistema just-in-time

Por isso, tinha um pequeno estoque de peças e  de produtos acabados. Este procedimento permitiu a Dell operar com capital de giro negativo, pois recebia primeiro dos seus clientes e depois pagava seus fornecedores.

Com este especial do modelo de negócios,  a Dell transformou-se, durante algum tempo, na maior vendedora de PCs e servidores.

Agora, é n º 2 atrás da Hewlett-Packard. Este fato tem incomodado fortemente Michael Dell (presidente e fundador da Dell). A Dell já foi um negócio inovador, mas agora os outros concorrentes aprenderam a lição e estão tão ou mais eficientes quanto a Dell.

A Dell tem cortado  custos em seu negócio principal, mas não vai escapar à feroz concorrência no setor, a menos que encontre nova maneira de se diferenciar de seus concorrentes.

Na busca de um novo posicionamento estratégico, a Dell adquiriu  a  Perot System por US$3.9 bilhões. A Perot System é um provedor de serviços com uma forte posição na terceirização no setor de saúde.

Na verdade, essa aquisição faz com que a  Dell se assemelhe  ainda mais a outras grandes empresas do setor. A Dell é apenas uma seguidora.

Ela segue a Hewlett-Packard, que no ano passado comprou a EDS por US$ 13,2 bilhões. Segue também  a IBM que mudou totalmente  seu modelo de negócios, para ser uma provedora de serviços,  depois que vendeu seu negócio de PCs para a Lenovo em 2005.

O que podemos aprender com esse desafio da Dell?

Segundo Patrick Stähler são as seguintes lições a serem apreendidas:

  • Modelos de negócio não  são eternos. Seus concorrentes vão tentar copiá-lo ou contornar a sua vantagem competitiva com inovações nos seus  modelos de negócios. A vantagem competitiva é sempre limitada no tempo.
  • Uma vez que o modelo de negócios inovador é o  líder em um mercado saturado, seu potencial de crescimento é aproximadamente igual ao crescimento do mercado. Então não pode haver um hiper-crescimento nos negócios para sempre.
  • Movimentos estratégicos das empresas,  como a aquisição de um novo negócio, não ajudam a rejuvenescer o seu modelo de negócio senil. Mesmo quando você argumentar sob a perspectiva dos acionistas,   é mais fácil eles diversificarem  a sua carteira  de ações, do que uma corporação diferenciar  seus negócios.
  • A solução para um envelhecido modelo de negócios inovador não é seguir seus concorrentes, uma vez que, agindo dessa forma, você estará navegando em um cruel  oceano vermelho. Você acaba  criando mais concorrência, quando todo mundo está seguindo a mesma estratégia.
  • Em vez de olhar para a diversificação das atuais competências essenciais,  você pode aplicá-las  no desenvolvimento de  novos produtos e serviços  que seus clientes atuais valorizam.

A grande questão é saber se a compra da Perot irá contribuir para a mudança do modelo de negócios da Dell.

Grandes lições!


Irani Cavagnoli

Especialista pela PUC/SP e graduado em Administração de Empresas (USP). Atua em sua área de formação desde 1969, tendo ocupado cargos de destaque: foi CEO do SEBRAE/SP de 1989 a 1996, Diretor da Trevisan, Diretor do Grupo Strhal e As Américas e Gerente Financeiro do Grupo Henkel. Atuou como consultor  da  Confederação Nacional da Industria (CNI), Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e ACSP. Paralelamente, desenvolveu sua carreira como docente em Instituições de Ensino Superior em MBA’s da PUC/SP, FAAP, ESPM e Universidade Católica de Brasília.

Atualmente é professor da Faculdade Trevisan e FAAP.  Foi Presidente da ABASE – Associação Brasileira dos SEBRAEs Estaduais e Conselheiro do SEBRAE Nacional, SENAC/SP, PUC-SP, CEVAL, ACSP e FIESP. Exerceu o cargo de Vice-Delegado e Diretor de Ensino Superior do Ministério de Educação e Cultura – MEC/SP.

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A chave não é priorizar o que está em sua agenda, mas agendar suas prioridades. ( Stephen Covey )

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