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Mirando Resultados 2.0

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Segunda edição do Mirando Resultados, publicado em 2001, Mirando Resultados 2.0 apresenta a Metodologia Moebius de Planejamento Web, líder de mercado na América Latina, adaptada de acordo com as mudanças de mercado que caracterizam o novo contexto em que vivemos.

Ao invés de focar-se, por exemplo, no planejamento de um projeto Web, a Metodologia trabalha também as acentuadas mudanças em toda a cadeia de negócios trazidas pela implementação de projetos que, se são baseados prioritariamente na Internet, tem presença assegurada também no mundo offline.

Mirando Resultados 2.0 segue este novo contexto e os princípios de um dos mercados mais dinâmicos já vistos – o mercado interativo – apresentando uma metodologia ágil, simples e eficaz para que empresas dos mais diversos portes consigam fortalecer as suas presenças e relacionamentos com os seus clientes.


VÁ ALÉM DOS 140 CARACTERES ! APROFUNDE O ASSUNTO
Número de páginas: 158
Peso: 298 gramas
Edição: 1 ( 2009 )
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140×210mm), brochura com orelhas.

Segunda edição do Mirando Resultados, publicado em 2001, Mirando Resultados 2.0 apresenta a Metodologia Moebius de Planejamento Web, líder de mercado na América Latina, adaptada de acordo com as mudanças de mercado que caracterizam o novo contexto em que vivemos. Ao invés de focar-se, por exemplo, no planejamento de um projeto Web, a Metodologia trabalha também as acentuadas mudanças em toda a cadeia de negócios trazidas pela implementação de projetos que, se são baseados prioritariamente na Internet, tem presença assegurada também no mundo offline. Mirando Resultados 2.0 segue este novo contexto e os princípios de um dos mercados mais dinâmicos já vistos – o mercado interativo – apresentando uma metodologia ágil, simples e eficaz para que empresas dos mais diversos portes consigam fortalecer as suas presenças e relacionamentos com os seus clientes.

R$ 35,06

Autor: Ricardo Almeida
Tema: Administração, Ciências Humanas e Sociais, Informática
Palavras-chave: mirando, moebius, resultados
Número de páginas: 158
Peso: 298 gramas
Edição: 1 ( 2009 )
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4×0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1×1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140×210mm), brochura com orelhas.

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Estudo apresenta os principais problemas existentes para o sucesso no planejamento e gestão de projetos em ONGs

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por Fabiano Sannino , publicado no PMI São Paulo


Um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado e da Universidade de São Paulo, investigou por meio de uma pesquisa exploratória em 100 organizações do Terceiro Setor na cidade de São Paulo verificando seus processos de planejamento estratégico e gestão de projetos.

Os aspectos investigados versaram sobre o tipo de planejamento que é feito nessas organizações, a gestão praticada nos projetos realizados e a possibilidade de usar a metodologia proposta pela literatura do PMI- Project Management Institute.

Nesta investigação exploratória verificou-se que o planejamento nas organizações é feito de forma muito rudimentar na maioria das organizações estudadas. Os projetos ocorrem com grande freqüência nessas organizações, porém, sem nenhum planejamento formal ou método padronizado. Geralmente, o controle é baseado em ações emergenciais do dia a dia e o processo de avaliação praticamente não ocorre.

Project Management Institute

Image via Wikipedia

No Terceiro Setor, a administração tem algumas características peculiares como o fato de que grandes partes das pessoas que trabalham nessas organizações não possuem um compromisso formal com a organização – trata-se de voluntários. Dessa forma, o comprometimento de funcionários que “doam” horas de trabalho sem remuneração, em muitos casos não é o mesmo. Em muitas situações, a organização tem que se ajustar à disponibilidade dos voluntários para alguma atividade e não eles às necessidades da organização como deveria ser.

Com o aumento das restrições na obtenção de recursos e necessidade de transparência no controle da organização, das atividades e suas finanças, a sociedade e investidores passaram a exigir controles mais rígidos. Porém, os administradores dessas organizações encontram dificuldades durante sua gestão, em especial, em áreas como: planejamento, captação e aplicação de recursos, elaboração e análise de projetos e principalmente no que tange avaliação de desempenho de seus projetos.

Para avaliar quais são as questões e problemas que impactam uma organização do terceiro setor, os pesquisadores estimaram que no estado de São Paulo, atualmente existem 500.000 mil organizações não-governamentais, assim para abranger significativamente essa população, foi definido um cenário de 96 organizações.

A pesquisa aponta para uma deficiência nos métodos de planejamento estratégico e gestão dos projetos empreendidos pelo Terceiro Setor. Isso ocorre principalmente em função da grande diversidade de formações acadêmicas e objetivos pessoais dos gestores, interesses de patrocinadores envolvidos e dos modelos de gestão, muitas vezes empíricos, adotados por essas organizações. Por outro lado, seus gestores demonstram grande interesse pelo planejamento, e para justificar a falta desse exercício, alegam fatores como falta de tempo e de uma garantia financeira de longo prazo, para que possam também estruturar suas idéias pensando em um período de tempo maior.

Dentro da amostra analisada, os principais problemas encontrados estão entre eles a incorreta definição de escopo presente em 60% das organizações, falta de recursos (60%), RH mal treinado (50%), problemas originados pela alteração de escopo (40%) e falta de profissionalismo, presente em 40% das organizações.

O levantamento apresentou que as principais dificuldades na padronização dos conceitos relacionados ao planejamento e em sua implementação estão relacionadas ao pouco conhecimento do gestor da organização nos conceitos de gestão de projetos. Porém independentemente da formação acadêmica de seu gestor, foi possível discutir planejamento a partir da realização de palestras e grupos de discussões, elucidando a todos, a necessidade de planejamento e elaboração de plano estratégico, com o desdobramento de ações na organização.

De todo modo, a grande parte das organizações está envolvida com projetos e praticam uma gestão ineficiente, com base na experiência pessoal dos seus administradores e num planejamento de curtíssimo prazo, que geralmente não possui sequer um plano formal para tal fim. Considerando a atual realidade pela qual passa o Terceiro Setor, no Brasil e no mundo, onde cada vez mais são observados no que tange às suas ações, torna-se extremamente importante ter ferramentas de gestão que possibilitem acompanhar, controlar e avaliar o desempenho de seu planejamento, bem como, de seus projetos. Isso trará mais credibilidade a esse setor e conseqüentemente mais facilidade para obter recursos junto à sociedade civil e a instituições nacionais e internacionais de fomento.

Finalmente pelo que foi constatado no estudo de caso, é possível que se aplique treinamento voltado ao planejamento e a gestão de projetos, e que o mesmo possa trazer resultados em curto prazo no modelo de gestão e a médios e longos prazos nos resultados efetivos dos projetos desenvolvidos. O estudo de caso também trouxe indicativos de que os conceitos e ferramentas propostos pelo PMI por meio do PMBOK podem ser aplicados, porém, de uma forma bem simplificada.

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Continuamos ensinando como se estivéssemos em 1951: meio século sem Inovação

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por Fábio Prudente
Título Original : Fala Sério, Sr. Feynman !

Richard Feynman é quase um personagem folclórico: Físico visionário, participou do desenvolvimento da Bomba Atômica e revolucionou a Ciência moderna, antecipando conceitos como nanotecnologia e computação quântica.

Ganhador do Prêmio Nobel em Física pela teoria da Eletrodinâmica Quântica, tornou-se mais famoso por ser um grande contador de anedotas, e por sua maneira fácil e direta de se comunicar.

Entre 1951 e 1952, Feynman passou alguns meses no Brasil, e deu aulas na Academia Brasileira de Ciências. A seguir, estão algumas opiniões que o próprio Feynman registra sobre a forma como nós, brasileiros, estudamos ciências(*).

É exatamente assim que nossas escolas funcionam! – e o pior, sua descrição, feita em 1951, ainda é bastante atual (em todas as áreas do conhecimento)

“O principal propósito de minha apresentação é provar aos senhores que não se está ensinando ciência alguma no Brasil.” (…)

” Então ergui o livro de Física Elementar que eles estavam usando.Não são mencionados resultados experimentais em lugar algum nesse livro, exceto em um lugar onde há uma bola, descendo um plano inclinado, onde ele diz a distância que a bola percorreu em um segundo, dois segundos, três segundos… Os números têm erros – ou seja, se você olhar, você pensa que está vendo resultados experimentais (…), no entanto, (…) se você realmente fizer esse experimento, produzirá cinco sétimos da resposta correta, por causa da energia extra necessária para a rotação da bola (que o autor do livro desconsidera).

(…) Ao folhear o livro aleatoriamente, posso mostrar que não há ciência, mas sim memorização, em todos os casos. Por exemplo:

‘ Triboluminescência é a luz emitida quando os cristais são friccionados…’

Digo: e aí? você fez ciência? Não! Apenas foi dito o significado de uma palavra, em termos de outras palavras. Não foi dito nada sobre a natureza – quais os cristais que produzem luz quando friccionados, nem por que eles produzem luz. Alguém viu algum estudante ir para casa e verificar isso experimentalmente?

Por fim, disse que não conseguia entender como alguém podia ser educado neste sistema autopropagante, no qual as pessoas passam nas provas e ensinam os outros a passar nas provas, mas ninguém sabe nada. ”


(*) Trechos retirados do livro
O Sr está brincando, Sr. Feynman?“, de sua própria autoria.

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Ciência na escola

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Raymundo Lima para o Jornal Diário de Maringá
Psicológo, Dr em Educação e professor da UEM


Nesse espaço de jornal, reconhecemos a contradição do nosso Brasil: saltou do 15º para o 13º lugar no ranking mundial em publicação de artigos científicos, mas é o 52º lugar no ensino de Ciências, e 53º de Matemática, dentre 57 países. Ou seja, os indicadores apontam que estamos bem nas pesquisas e mal no ensino.

Nossos professores não aprendem ‘como’ ensinar os conhecimentos sistemáticos, conforme sua área de conhecimentos. O ministro da educação, Fernando Haddad, promete corrigir essa falha propondo revisão nos cursos de formação de professores, e observa ainda que quase não há livros de didática específica, que orientem sobre como ensinar história, matemática, português, enfim, cada área de conhecimento.

Ainda, é preciso admitir que os professores não conseguem desenvolver uma atitude genuinamente científica no ato de ensinar, isto é, de ensinar com pesquisa.

Se é verdade que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) esvaziaram os conteúdos tradicionais do ensino, as Diretrizes Curriculares do Paraná preparam didaticamente os professores sobre a ‘arte e técnica’ de ensinar? Ou reproduzem a tradição conteudista?

Uma entrevista com o ex-ministro da educação do Chile, Ernesto Schiefelbein, 74 anos, nos provoca algumas ilações por que nosso ensino vai mal.  A formação dos professores necessita de mais aprendizado sobre os fundamentos da ciência, bem como metodologia, história e filosofia da ciência.

Esse aprendizado deve ser necessariamente realizado com o professor se tornando um professor pesquisador (sem hífen). Não se trata de levar o professor a ser um profissional da pesquisa, mas sim, de ele adquirir uma atitude mais problematizadora da realidade e questionadora das teorias aprendidas como se fossem verdades absolutas.

É preciso que saibam provocar diálogos entre autores e teorias, em vez de apenas seguir os argumentos de uma autoridade e sua teoria infalível.

Afinal, ciência só é genuína se for aberta ao diálogo sistemático, ao confronto entre idéias, teorias e métodos. Ser bom professor hoje não é inculcar a “sua” teoria nos alunos, como se esta fosse um texto sagrado, mas sim, confrontá-la com a realidade dos fatos e dos fenômenos.

Infelizmente, a memorização é o método aplicado, em média, por 80% dos professores nas escolas públicas e particulares de países da América Latina, segundo as pesquisas. Paulo Freire o denominou de “bancário”, porque os alunos apenas repetem o que o professor falou ou leu nos livros.

Até mesmo numa boa universidade existem professores que só aceitam como válido, nas provas, frases reproduzidas igual ao texto original. Pior é quando esse estilo tradicional de exercer a docência se justifica como seguidor do método histórico-cultural, construtivista, paulofreriano, etc.

Ingenuidade ou cinismo? Temos uma tradição de seguir esses modismos pedagógicos, talvez para não enfrentar a angústia da realidade complexa da nossa escola. O ato de pensar para além dos modelos prontos, com suas certezas, nos dá medo.

Curioso que, “os professores do Brasil ou do Peru dizem que o que eles mais prezam numa sala de aula é a criatividade. Isso poderia até indicar algo positivo. A criatividade, afinal, está na base da investigação científica. Mas não é esse o caso. Em países da América Latina, ser criativo é o mesmo que ‘improvisar’ diante dos alunos”, diz Schiefelbein.

Também falta visão nos sindicatos de professores nos países da AL: eles estão mais preocupados com conquistas a curto prazo (melhorar o salário, plano de carreira), mas não se envolvem em projetos de capacitação dos professores, e não aceitam as propostas que valorizam os profissionais mais comprometidos com a educação.

“Os sindicatos passam ao largo dos verdadeiros problemas da educação – e dos indicadores. Ignoram, por exemplo, algo que já foi suficientemente demonstrado: que conceder aumento de salário a todos, sem considerar o que cada um produz, não funciona no longo prazo”, alerta Schiefelbein.

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CITAÇÕES

Se você não sabe para onde está indo, você provavelmente vai acabar em algum outro lugar. ( Yogi Berra )

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